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Na Macrometrópole Paulista, população cresce e precisa de água
  
Assessoria de Comunicação
24/11/2009

Última sondagem do IBGE apontou crescimento populacional na Macrometrópole Paulista

  • Última sondagem do IBGE apontou crescimento populacional na Macrometrópole Paulista

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE divulgou recentemente as estimativas populacionais para este 2009.

São Paulo se confirma e se supera como gigante brasileiro.

A Capital passou dos 11 milhões de habitantes.

Campinas, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André – cidades que integram a Região Metropolitana de São Paulo - figuram entre os dez municípios mais populosos do país, exceto as capitais de Estado.

A Baixa Santista, por sua vez, é a região que mais cresce no Estado.

Além do vigor populacional, há outro fator que une estas cidades e regiões. Juntas, elas formam a Macrometrópole Paulista, denominação da área compreendida pelas regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista. São 180 municípios que abrigam 75% da população do Estado e produzem cerca de 70% do PIB paulista.

E qual é o combustível que move essa potência?

Muitas são as respostas possíveis e uma delas é simplesmente a água.

Um cenário realista da demanda hídrica da Macrometrópole para o ano 2035 aponta um aumento de 60 m3 de água por segundo, incluindo-se nesse montante a água para o consumo doméstico, industrial e irrigação. É fácil ter noção do que significam 60 m3 de água por segundo quando se sabe que um ser humano ingere, em média, 60 m3 durante toda a sua vida.

O Governo de São Paulo, preocupado com uma possível crise de água que afetaria, num futuro próximo, a mais próspera região do Estado, contratou a Cobrape para elaborar o Plano Diretor de Aproveitamento dos Recursos Hídricos para a Macrometrópole Paulista.

Os estudos começaram em novembro de 2008 e tem como objetivo definir novos mananciais para o abastecimento da Macrometrópole.

No limite

O engenheiro Carlos Alberto Pereira, diretor da Cobrape, está à frente dos estudos e afirma que a Macrometrópole se encontra num perigoso limiar. “Hoje, a região utiliza 97% de toda a sua produção de água”, diz.

As alternativas que vêm sendo analisadas para o abastecimento da Macrometrópole envolvem mais de dez mananciais. Mas ao mesmo tempo em que esses mananciais acenam com soluções, eles também carregam uma série de conflitos de todas as naturezas – ambientais, institucionais, conflitos com o setor elétrico, com o uso do solo e também com outras regiões que precisam da mesma água.

Segundo Carlos Alberto, um dos principais desafios do Plano Diretor é justamente a formatação e a integração de arranjos institucionais, técnicos, econômicos, financeiros e ambientais que possam diluir esses conflitos em soluções e benefícios negociados e compartilhados entre todos os segmentos envolvidos com a questão da água nessa imensa região.

“Temos o Aquífero Guarani e a questão da criação dos campos de exploração; temos a Represa do Jurumirim e a questão da produção de energia; Itatinga, Itapanhaú, Billings e Juquiá, por exemplo, apresentam conflitos ambientais. O Plano Diretor deve apontar os caminhos para harmonizar esses diversos interesses. É possível, porém altamente complexo”, explica o engenheiro.

Nesta fase do trabalho, a Cobrape está promovendo a avaliação integrada dos arranjos propostos. Estão envolvidos diretamente com o contrato 18 especialistas de nível sênior com conhecimento e experiência na região abrangida pela Macrometrópole. A equipe é multidiscliplinar e conta com engenheiros, geólogos, arquitetos, sociólogos, economistas, advogados, geógrafos.

Para apoiar esses profissionais em suas análises e decisões, a Cobrape utiliza um Sistema de Informações Geográficas e também está desenvolvendo, em parceria com o LabSid-USP - Laboratório de Sistemas de Suporte a Decisões em Engenharia Ambiental e de Recursos Hídricos da Universidade de São Paulo, uma rede de modelagem de águas superficiais. Com essa ferramenta, será possível simular a operação dos reservatórios de água existentes e também dos futuros reservatórios, otimizando a alocação de água de acordo com a distribuição das demandas hídricas previstas até o ano de 2035.

Participação da sociedade

O uso da água, cada vez mais e também por força de lei, é objetivo de decisões compartilhadas com a sociedade organizada.

O Plano Diretor da Macrometrópole prevê a realização de seminários com a participação dos Comitês de Bacias, do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, dos Conselhos de Desenvolvimento das Regiões Metropolitanas, Conselho Estadual do Meio Ambiente e outras instâncias.
As reuniões são divulgadas com antecedência e são abertas à população de toda a Macrometrópole, que está crescendo e precisa de água, muita água. 

 

 
 
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