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Plataforma BIM, novo paradigma da construção civil
  
Assessoria de Comunicação
26/08/2019

Projeto de uma escola desenvolvido em BIM pelo escritório da Cobrape em São Luís

  • Projeto de uma escola desenvolvido em BIM pelo escritório da Cobrape em São Luís

Ao longo dos próximos dez anos, as licitações de obras públicas no Brasil passarão a exigir das empresas de projetos, construção e gerenciamento a utilização da tecnologia BIM – Building Information Modeling, ou Modelagem da Informação da Construção. Já a partir de 2021, o BIM será requisitado na elaboração de modelos para algumas disciplinas da arquitetura e da engenharia. E até 2028 deverá abranger todo o ciclo de vida da obra. É o que determina o Decreto nº 9.377, de maio de 2018, que instituiu a Estratégia Nacional de Disseminação do BIM, com o objetivo de promover um ambiente adequado ao investimento na plataforma e sua difusão no País.

Atualmente, já há registro no País de inúmeras iniciativas voltadas à adoção do BIM por parte de governos, órgãos públicos e empresas privadas – entre as quais a Cobrape. O escritório da empresa em São Luís entregou ao governo do Maranhão, no ano passado, o projeto de uma escola de 12 salas modelada inteiramente nessa plataforma. A obra encontra-se em fase de licitação e já possui certificação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo quanto ao uso da tecnologia, e Atestado de Capacidade Técnica expedido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento.

O que significa, na prática, essa inovação? Na definição de um dos criadores do conceito, o norte-americano Chuck Eastman*, professor do Instituto de Tecnologia da Geórgia, o BIM é uma filosofia de trabalho que integra arquitetos, engenheiros e construtores na elaboração de um modelo virtual preciso que gera uma base de dados contendo tanto informações topológicas como os subsídios necessários para orçamento, cálculo energético e previsão de insumos e ações em todas as fases da construção.

Para o arquiteto Roberto Furtado, coordenador do escritório da Cobrape em São Luís, o BIM é o novo paradigma da construção civil, e não há como se produzir projeto daqui para frente sem a utilização dessa ferramenta. “Na medida em que possibilita o diálogo simultâneo das várias disciplinas pertinentes à construção, a tecnologia BIM permite a compatibilização e uma visão macro do projeto, antecipando interferências que seriam vistas e/ou resolvidas apenas na execução da obra”, afirma ele.

O projeto da escola desenvolvido para o governo do Maranhão aplica três níveis da plataforma: 3D (projeto/modelagem) que foca na visualização em aspecto espacial, integrando dados de diferentes áreas, de arquitetos, fornecedores de materiais e engenheiros, permitindo que todos vejam as alterações realizadas no instante em que são feitas; 4D (planejamento), que é utilizado na prevenção de riscos e possibilita uma visualização prática do planejamento da construção; e 5D (orçamento), que mostra o impacto do custo ao longo do tempo.

“Com a possibilidade de simulação do planejamento, o planejador e os projetistas puderam testar várias situações de logística da execução da obra e assim traçar planos mais assertivos e com menos desperdício de tempo e recursos”, diz Roberto Furtado. “Com a modelagem detalhada e um planejamento minucioso teve-se como consequência um orçamento com uma precisão dificilmente alcançada pelos métodos tradicionais.”

Experiências Pioneiras

Desde 2003, quando foi implantado nos Estados Unidos o primeiro Programa BIM, o uso da nova tecnologia vem se expandindo rapidamente em todo o mundo. Na América do Sul, o Chile foi o pioneiro. Em 2016, o governo daquele país lançou o Plano BIM, que estabelece que todas as obras públicas estejam inseridas na plataforma a partir de 2020.

No Brasil, o pioneirismo é do Estado de Santa Catarina que, antecipando-se à Estratégia Nacional de Disseminação do BIM, passou a exigir, já a partir deste ano, que todos os projetos de obras públicas utilizem a plataforma. No setor de infraestrutura, um exemplo é a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp, que desde 2013, determina que suas obras de Estações Elevatórias de Esgoto sejam gerenciadas e fiscalizadas utilizando o BIM.

O Caso do Maranhão

Atento às inovações do mercado, o escritório da Cobrape em São Luís vem investindo na capacitação da equipe no conceito BIM desde 2017. O primeiro passo foi a realização de um seminário com a proposta de apresentar a metodologia, sua evolução ao longo do tempo, os conceitos que envolvem seu uso e suas diferentes aplicações. O evento contou com a participação do arquiteto e urbanista Rogério Lima, que em 2013, em parceria com o Instituto Brasileiro de Educação Continuada e Universidade Paulista Unip, implantou a primeira pós-graduação em BIM do Brasil.

Em maio de 2017, o escritório promoveu um evento para as Secretarias de Estado de Infraestrutura e de Planejamento e Orçamento com a participação do coordenador de projetos especiais da Secretaria de Planejamento de Santa Catarina, Rafael Fernandes Teixeira da Silva, que compartilhou a experiência pioneira do estado na utilização da tecnologia BIM em projetos e obras de engenharia civil.

Os conhecimentos adquiridos foram postos em prática pela primeira vez para atender a demanda para a elaboração do projeto de uma escola com 12 salas. A integração da equipe possibilitou construir a escola virtualmente e encontrar soluções antes da construção física, reduzindo as chances de improviso e de tempo gasto na execução da obra, melhorando o desempenho e garantindo que o cronograma e orçamento previstos sejam respeitados.

Atualmente, o Núcleo BIM criado no escritório atua na validação e análise de projetos elaborados ou não na plataforma, no projeto do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão, de um hospital e de escolas de 2 e 6 salas. Esses projetos já se encontram em execução e a análise permite alertar as Secretarias Estaduais responsáveis sobre eventuais problemas, possibilitando a mitigação de erros e a previsão de aditivos financeiros, além de facilitar o trabalho de medições pelos fiscais que fazem o acompanhamento das obras.

E novos profissionais estão sendo preparados em um Programa de Estágio, que tem como objetivo o desenvolvimento de habilidades e competências para atuar com essa nova plataforma.


* Eastman et al. (2008). BIM Handbook: A Guide to Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers and Contractors. Na tradução brasileira da Editora Bookman, Manual de BIM: Um Guia de Modelagem da Informação da Construção para Arquitetos, Engenheiros, Gerentes, Construtores e Incorporadores (2013).

 
 
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