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Consórcio apresenta resultados de estudo sobre viabilidade da energia fotovoltaica em prédios públicos
  
Assessoria de Comunicação
23/08/2019

Arturo Alarcón do BID fala na abertura do Seminário de Energia Fotovoltaica em Prédios Públicos

Sávio Mourão, coordenador executivo do Consórcio Nippon Cobrape faz um balanço do estudo

Aurélio Souza apresenta os critérios adotados para avaliação técnica e econômica do projeto

Rodrigo Poppi trata do monitoramento dos projetos-piloto de GD em dois prédios da Apae

  • Arturo Alarcón do BID fala na abertura do Seminário de Energia Fotovoltaica em Prédios Públicos
  • Sávio Mourão, coordenador executivo do Consórcio Nippon Cobrape faz um balanço do estudo
  • Aurélio Souza apresenta os critérios adotados para avaliação técnica e econômica  do projeto
  • Rodrigo Poppi trata do monitoramento dos projetos-piloto de GD em dois prédios da Apae

O Estado de São Paulo apresenta níveis de irradiação solar superiores aos de países líderes do mercado de energia fotovoltaica e geração distribuída, como Alemanha e China*. A fim de estimular o aproveitamento e a ampla disseminação dessa valiosa fonte de energia limpa e renovável, o governo estadual, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pretende dar o exemplo, instalando painéis solares para gerar energia elétrica em edifícios próprios da administração direta distribuídos por todo seu território.

Um estudo realizado pelo Consórcio Nippon Koei LAC-Cobrape, contratado pelo BID, avaliou o potencial de uso desses sistemas, assim como a viabilidade técnica e econômica de sua implantação, para uma amostra de 6.833 imóveis. Os resultados do estudo – já em fase de conclusão – foram apresentados no 2º Seminário Sistemas de Energia Solar fotovoltaica em Prédios Públicos do Estado de São Paulo, promovido pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente no último dia 13 de agosto.

Na ocasião, o representante do BID, Arturo Alarcón, justificou a escolha de São Paulo para o projeto do Banco de disseminação da geração distribuída de energia solar fotovoltaica pelo papel do Estado como guia do desenvolvimento do País e da América Latina. Além dos benefícios econômicos e ambientais proporcionados por essa fonte de energia, Alarcón ressaltou a possibilidade de São Paulo se tornar um grande polo de fabricação de painéis solares.

Mapeamento e Cálculo da Irradiação Solar

Para avaliar o potencial energético de todos os prédios públicos do Estado, foram requisitadas a todas as Secretarias de governo informações sobre a quantidade de terrenos por elas ocupados, localização de todas as unidades, tipo de uso da edificação/terreno, área ocupada pela edificação, consumo energético e tensão à qual o imóvel está conectado.

Os dados recebidos foram validados e georreferenciados, o que resultou em uma amostra de 6.833 imóveis de um total 12.864 prédios próprios da administração direta. O estudo utilizou os endereços para localizar a irradiação solar específica de cada edifício em função da área disponível.

Para o cálculo da irradiação solar foi realizado o mapeamento e análise automatizada dos efeitos do sol sobre um ponto geográfico por períodos de tempo específicos considerando a topografia, o sombreamento, a radiação direta e a radiação difusa para todos os dias do ano.

Com os resultados obtidos foi aplicada uma rotina de equações que possibilita a automação dos cálculos. Foram produzidos dados de três cenários de análise: (i) cenário para solução do consumo energético de cada unidade; (ii) cenário para geração junto à carga com compensação de excedente de créditos em unidades do mesmo CNPJ; (iii) autoconsumo remoto com geração compartilhada.

Custo do Investimento e Economia Prevista

Os valores dos equipamentos foram estipulados em forma de kits geradores de energia compostos por módulos e inversores fotovoltaicos por terem isenção de ICMS e IPI, e sendo tributados apenas com PIS e Cofins. Foi considerada ainda a variação no custo para a instalação em telhado ou solo/laje, pela diferença no tipo de estrutura de fixação e quantidade de material necessário.

O preço pode ser decomposto, aproximadamente, em 70% de custo de equipamentos e 30% de custo de projeto e instalação.

A GD permite que o consumidor gere energia elétrica própria e abata os valores gerados das contas de consumo. Para o cálculo da economia mensal ou anual foi considerado o benefício gerado pelo abatimento da conta de luz entre a tarifa anteriormente paga e a tarifa após a instalação do sistema projetado.

Para o cálculo do tempo de retorno foi considerado o payback simples, ou seja, o custo do investimento na data atual dividido pela redução imediata na conta de energia considerando as tarifas vigentes. 

Critérios para Avaliação Técnica e Econômica

Com base nos cálculos realizados, o estudo indica que devem ser priorizados investimentos nos imóveis localizados nos municípios do norte e nordeste do Estado, por apresentarem a melhor relação de produção energética por área de módulos instalada.

O modelo sugerido para investimento compreende plantas de mini e microgeração espalhadas pelo Estado. A microgeração (até 75 kWp) em autoconsumo remoto, abatendo contas em baixa tensão de um mesmo CNPJ, é vista como a melhor alternativa em termos de economia, por resultar na melhor relação entre investimento e abatimento das contas, sem a necessidade de incremento de custos de demanda contratada ou elaboração de contratos.

Outra opção é a minigeração (até 5 MWp) em consórcio, abatendo o consumo de unidades em baixa tensão. Ainda que seja necessário contratar uma demanda com a concessionária, o gerenciamento de energia e a operação e manutenção facilitada influenciam nessa decisão. Não há necessidade de licenciamento ambiental e as plantas podem ser dispostas conforme o melhor potencial de geração por área, reduzindo custos de instalação em comparação com a solução de microgeração.

O estudo ressalta o efeito multiplicador da instalação desses equipamentos em municípios de todo o Estado, ao difundir uma tecnologia ainda pouco conhecida, cujos resultados poderão servir de modelo para a economia de consumidores privados.

Mecanismos de Financiamento

O estudo considera recomendável que o governo de São Paulo tenha uma participação maior na formulação de políticas públicas que favoreçam a expansão da geração distribuída, e não somente promova a isenção do ICMS de produtos geradores de energia solar fotovoltaica ou sobre a energia excedente gerada na geração distribuída.

No que se refere ao marco regulatório, indica-se como elementos fundamentais a concessão de subsídios, critérios e isenção fiscais efetivos para eficientização energética, gestão de consumo de tarifas, autoprodução de energia em GD e independência energética. Com tais ações, o Estado pode assumir um papel de protagonista no País propondo um marco regulatório estadual, complementar ao definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica  (Aneel).

Em linhas gerais, o estudo aponta como possíveis soluções para expansão da geração distribuída, além dos leilões, parcerias público-privadas (PPP), financiamento via bancos de fomento (Desenvolve SP, Banco do Brasil, BNDES, entre outros), e utilização de recursos dos fundos setoriais e dos programas de eficiência energética (PEE) e pesquisa e desenvolvimento (P&D) das concessionárias de distribuição de energia elétrica no Estado (Enel, CPFL, EDP Bandeirantes, Elektro e outras).

Ao mesmo tempo, a política pública para o setor leve em consideração a existência de pequenas empresas de instalação distribuídas pelo Estado de tal forma a disseminar o potencial econômico por todo o território.

Projetos-Piloto

Para comparar os resultados esperados com aqueles previstos e validar as equações da relação custo/benefício propostas e a indicação das unidades prioritárias para instalação, foram instalados projetos-piloto de geração distribuída em dois prédios da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) indicados pelo governo do Estado, localizados em pontos estratégicos do território.

O primeiro localiza-se no Município de Guaíra, no norte paulista, fronteira com Minas Gerais, onde ocorre uma das maiores irradiações solares do Estado; e o segundo em São Vicente, no litoral, em área de intensa pluviosidade e umidade – condições que reduzem a irradiação solar, ainda que a sensação térmica litorânea possa não justificar os dados.  As instalações foram realizadas com o mesmo número de módulos e capacidade nominal instalada de 6,8kWp.

Os projetos passam atualmente por monitoramento, previsto para um período de 12 meses, para avaliação da geração energética e do desempenho dos sistemas. O trabalho é realizado tendo como referência o Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance (PIMVP) que foi desenvolvido para descrever as práticas comuns de medição, cálculo e relatório de economia obtidas por projetos de eficiência energética.


* Fonte: G. M. Tiepolo, PhD Thesis, PUCPR, 2015

 
 
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