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BID financia projeto do governo de São Paulo para disseminação do uso de sistemas de energia fotovoltaica
  
Assessoria de Comunicação
18/04/2018

O governo de São Paulo pretende incorporar 1.000 MW de energia solar na matriz energética do estado até 2020, promovendo a instalação de painéis fotovoltaicos em hotéis, habitações populares, usinas de geração de energia elétrica, localidades isoladas, comércio, indústrias e estabelecimentos de saúde e ensino. Para alcançar essa meta, conta com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID. Mediante um acordo de cooperação técnica firmado com a Secretaria de Energia e Mineração, foram destinados US$ 600 mil para impulsionar a geração distribuída com energia renovável, em particular utilizando sistemas de energia solar fotovoltaica, e para a exploração de alternativas para aproveitamento de resíduos sólidos urbanos para a produção de eletricidade.

Como parte do acordo de cooperação, o BID contratou o Consórcio Nippon Koei LAC-Cobrape para desenvolver conhecimento, informações e ferramentas para disseminação do uso de sistemas de energia solar fotovoltaica em edifícios públicos no estado. Os serviços de consultoria, a serem realizados em um período de 21 meses, compreendem a avaliação do potencial de uso desses sistemas, o estudo e demonstração da viabilidade técnica e econômica de dois projetos-piloto, mecanismos de financiamento e formulação de diretrizes e manuais para instalação dos sistemas.

Abordagem Metodológica

A partir de um levantamento do potencial da energia solar no Estado de São Paulo realizado em 2013 pela Secretaria de Energia e Mineração, será consolidada uma base de dados com a localização georreferenciada de terrenos e edificações de propriedade de cada uma das 26 secretarias estaduais.

Por meio da ferramenta Solar Radiation, disponível no software ArcGis, se poderá verificar a existência de estruturas ou relevo que prejudiquem a insolação sobre os terrenos em datas-marco, como solstícios de inverno e verão, ou mesmo para todos os dias do ano, e, dessa forma, estimar com precisão o potencial de geração de energia solar em prédios nas áreas estudadas. O resultado indica a irradiação solar média incidente.

Definido esse potencial por imóvel, será avaliada a demanda integrada das edificações públicas estaduais nas áreas de cada concessionária. Isso porque, além da compensação de energia proveniente da geração distribuída, proporcionando créditos para redução das contas de cada localidade, é possível fazer autoconsumo remoto e compensar energia consumida em outros prédios públicos estaduais na mesma área de concessão – conforme a Resolução Normativa 687/2015 da ANEEL.

A análise da disponibilidade e capacidade de geração em cada terreno em relação ao consumo local e do consumo agregado em um cenário de autoconsumo remoto indicará as melhores localidades para a instalação de geração distribuída.

Adicionalmente, será avaliada, para cada município do estado, a relação entre o potencial de geração de energia diária por metro quadrado e a tarifa de energia elétrica da concessionária local – informações relevantes para o planejamento e a priorização das intervenções. Há ainda a possibilidade de analisar a viabilidade econômica individual de cada instalação com base na previsão de consumo, da tarifa e da área dos imóveis, e assim indicar localidades com maior potencial para a geração distribuída ou para autoconsumo remoto.

Concluída essa etapa do trabalho da consultora – com a consolidação da análise do potencial do uso de módulo fotovoltaico para os edifícios e espaços públicos e os benefícios esperados do investimento nesse sistema – o governo terá subsídios para definir um plano estratégico e um orçamento preliminar para promover a disseminação da geração distribuída.

Projetos-Piloto

Na etapa seguinte, serão desenvolvidos projetos e estudos específicos para cinco edifícios selecionados pela Secretaria de Energia e Mineração, destacando os critérios de avaliação técnicos e econômicos adotados, benefícios sociais e ambientais esperados, tempo de retorno do investimento, Taxa Interna de Retorno (TIR) e Valor Presente Líquido (VPL) de cada empreendimento.

Para dois deles, serão desenvolvidos projetos-piloto e realizados estudos detalhados sobre a viabilidade técnica e econômica da implantação de sistemas de energia solar fotovoltaica. Serão calculados os custos de operação e manutenção com base em dados sobre a localidade, ponto de instalação do sistema e quantidade de equipamentos implantados, assim como a economia projetada.

O consórcio irá fornecer e instalar módulos fotovoltaicos monocristalinos visando um maior aproveitamento da área útil disponível. Concluída a instalação, será realizado o monitoramento dos projetos-piloto por 12 meses. Para isso, será utilizado um Sistema de Monitoramento de Energia Solar embutido no equipamento data logger, que permite acompanhar em tempo real – via internet e/ou aplicativo disponível para sistema Android e iOS – a geração de energia fotovoltaica da planta, como também verificar os dados armazenados até os últimos 365 dias.

Além dos dados de geração é possível acompanhar a economia diária, a quantidade de emissão de CO2 evitada e uma correlação com a quantidade de árvores preservadas pela geração de energia elétrica limpa.

Por fim, serão comparados os dados obtidos com os projetos-piloto e o estudo de viabilidade econômica realizado, proporcionando uma interpretação da economia e do sucesso esperado com a substituição da matriz energética nos prédios públicos.

 
 
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