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Cobrape finaliza Panorama da Qualidade das Águas Superficiais do Brasil
  
Assessoria de Comunicação
10/05/2012

A equipe da Cobrape está finalizando o Panorama da Qualidade das Águas Superficiais do Brasil 2012, estudo da Agência Nacional das Águas (ANA) apoiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A publicação será lançada em junho, durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

Elaborado por uma equipe de especialistas em qualidade da água, gestão de recursos hídricos e geoprocessamento, o Panorama apresenta o mais atual diagnóstico sobre a qualidade das águas superficiais das doze regiões hidrográficas brasileiras. O estudo descreve as pressões incidentes sobre as águas superficias e as respostas da sociedade a estas pressões.

Para sistematizar as informações, foi adotado o modelo Pressão-Estado-Resposta (P-E-R). O modelo considera que as atividades humanas exercem pressões no meio ambiente (P), alterando o seu estado e afetando a qualidade e a quantidade dos recursos naturais (E). O P-E-R também considera que a sociedade responde a estas alterações por meio de políticas ambientais, econômicas e setoriais, além de iniciativas e processos de conscientizacão e mudança de comportamento (R).

"Este modelo foi desenvolvido pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico em 2003 e é um dos mais utilizados em todo o mundo para auxiliar no processo decisório, formulação e controle de políticas públicas", informa o engenheiro José Antonio Oliveira de Jesus, coordenador geral do Panorama.

No caso brasileiro, foram analisados os indicadores de qualidade da água da última década. O Panorama também mostra onde houve melhora ou piora dos índices e relaciona cada situação a ações de gestão e a fontes poluidoras. Ao final, o estudo apresenta os desafios a serem enfrentados para que o Brasil tenha garantida a obtenção e a manutenção de água de boa qualidade.

Esgoto, o maior desafio - De acordo com José Antonio Oliveira de Jesus, o diagnóstico evidencia o lançamento de esgotos domésticos nos cursos de água como o principal problema a ser enfrentado em todo o País, mais especialmente nas áreas urbanas. "A melhoria da qualidade das águas nas próximas décadas depende do avanço da infraestrutura e da qualidade da coleta e do tratamento de esgoto", afirma o engenheiro da Cobrape.

Além do esgoto, a qualidade das águas superficiais nas áreas urbanas sofre pressões geradas pelos resíduos industriais, resíduos sólidos e poluição difusa. No ambiente rural, o equivalente ao esgoto é a poluição difusa gerada pelo desmatamento e pelo manejo inadequado do solo; outros impactos são provenientes do uso de fertilizantes e agrotóxicos e de alguns procedimentos adotados na aquicultura e na criação intensiva de animais.

Temas emergentes - O Panorama 2012 também incorpora em suas análises temas emergentes no universo de estudos relativos à qualidade da água. As mudanças climáticas, por exemplo, podem se constituir em importante elemento de alteração da qualidade da água nos próximos anos. "Em áreas sujeitas à redução das precipitações, é maior a probabilidade de concentração de poluentes; e nas áreas com aumento das chuvas, é certo que haverá aumento da poluição difusa", exemplifica José Antonio.

Outra nova fonte poluidora desperta atenção, segundo o Panorama 2012. São os Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), 12 substâncias químicas que permanecem nos ecossistemas por longos períodos e afetam não apenas a qualidade das águas como também a saúde humana e animal. Os POPs são objeto de uma convenção internacional ratificada pelo Brasil, a Convenção de Estocolmo.

Para os técnicos da Cobrape, a incorporação de temas emergentes no estudo é importante porque define novos parâmetros para o monitoramento da qualidade das águas. A equipe aponta que os sistemas de monitoramento devem ser capazes de identificar esses novos agentes poluidores para que sejam criadas políticas sustentáveis de garantia da qualidade das águas.

O Panorama da Qualidade das Águas Superficiais do Brasil 2012 oferece continuidade e aprofunda o Panorama da Qualidade das Águas Superficiais do Brasil publicado pela ANA em 2005. O estudo é um instrumento do Programa Nacional de Avaliação da Qualidade das Águas (PNQA), implementado pela ANA em 2010 com o objetivo de integrar e ampliar a rede de monitoramento da qualidade das águas superficias brasileiras. Atualmente, apenas 17 das 27 unidades da Federação realizam o controle.

AS 12 REGIÕES HIDROGRÁFICAS BRASILEIRAS

Região Hidrográfica Amazônica
Região Hidrográfica do Tocantins e Araguaia
Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental
Região Hidrográfica  do Parnaíba
Região Hidrográfica  Atlântico Nordeste Oriental
Região Hidrográfica do São Francisco
Região Hidrográfica Atlântico Leste
Região Hidrográfica Atlântico Sudeste
Região Hidrográfica do Paraná
Região Hidrográfica do Paraguai
Região Hidrográfica do Uruguai
Região Hidrográfica Atlântico Sul

 

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